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Postado em: 20/10/2020
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Como se reerguer em um cenário de crise financeira

Conheça algumas ações que podem ajudar sua escola a se reestruturar na crise gerada pela pandemia de Covid-19

A pandemia causada pelo novo coronavírus pegou a todos de surpresa. As escolas haviam iniciado o ano de 2020 com um plano sólido já definido. Mas, de repente, depararam-se com um dos maiores desafios da história para a educação. Afinal, junto com a quarentena, veio uma crise financeira que impõe uma situação complicada.

De um lado, ficam as famílias que, devido à perda de emprego e paralisação dos negócios, encontram dificuldades para manter os pagamentos. Do outro, estão as escolas que, apesar do fechamento da estrutura física, precisaram investir em tecnologia e formação dos profissionais para se adaptar ao universo on-line.

Todo esse cenário não diminui a importância da educação. Mas as escolas precisam considerar que neste momento os pais estão preocupados em priorizar a segurança da família e economizar. Por isso, é necessário que as instituições flexibilizem pagamentos e não reajustem a mensalidade.

Ademais, não é a hora de planejar decisões para o próximo, mas sim utilizar as informações do presente para dar um passo de cada vez e focar na retenção dos alunos.

A assessora financeira do Sistema Positivo de Ensino, Vanize Allessi, tem algumas dicas para as instituições sobre como negociar com as famílias e se recuperar durante este período de crise. Confira!

Converse com as famílias individualmente

Chame cada família para conversar e entender a realidade dela no momento. Se os pais ou responsáveis estiverem sem condições de pagar o valor total devido, é possível conceder desconto para a parcela aberta.

Caso haja atraso e dificuldade para pagar, parcele o valor da dívida atual. Ao fim do pagamento, voltem a conversar sobre os próximos meses.

Procure considerar a situação atual e o planejamento para o futuro antes de entrar em um acordo. Você pode perguntar aos pais “Em quanto tempo você percebe que será possível recuperar sua situação financeira?”.

Além disso, use o cartão de crédito para reduzir riscos e deixe claro que o ensino, mesmo remoto, continua acontecendo.

E como conseguir segurança na crise financeira?

Busque ajuda

O primeiro passo é procurar as medidas de recuperação oferecidas pelo Estado e por instituições financeiras para fazer acordos com fornecedores e colaboradores. Afinal, ainda há linhas de crédito com boas taxas de juros no momento.

Além disso, com o uso dos recursos governamentais, como suspensão de contrato e auxílio para pagamentos, as escolas podem conceder desconto para as famílias sem fazer uso das reservas em caixa.

Garanta a sustentabilidade do caixa

Antes de tomar qualquer decisão, preveja o caixa mensal até o fim do ano. Uma vez que notar que, em algum mês adiante, haverá déficit, busque alternativas e ajuda financeira.

Fique bem informado

Acompanhar o noticiário para saber sobre novas medidas do governo e entender quais benefícios a escola poderá receber é fundamental.  Além disso, é importante contar também com um bom prestador de serviços na área de contabilidade. O objetivo, desse modo, é evitar seguir orientações equivocadas e receber auxílio em qualquer mudança que precise ser feita.

Projete a inadimplência

Verifique a inadimplência até agora e calcule o percentual a ser considerado nas previsões. Como estamos num ano atípico, usar os dados dos meses anteriores é melhor do que comparar com o mesmo período nos anos anteriores.

Inicie novas operações

Em conclusão, manter as receitas das operações normais é essencial, mas você também pode diversificar as formas de renda. Já pensou em oferecer aulas de robótica e de idiomas ou ter um polo de faculdade a distância?

Saiba mais

Quer outras dicas sobre como sobreviver à crise? Nós, do Sistema Positivo de Ensino, preparamos um material especial para ajudar as escolas a vencer os desafios da gestão escolar em tempos de quarentena. Baixe agora. É gratuito! Para saber mais sobre gestão escolar, acompanhe nosso blog e nossas páginas no Instagram, Facebook e YouTube.

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