Gestão Escolar
Postado em: 28/08/2020

O que ter em mente na hora de planejar o retorno das aulas?

Confira boas práticas e recomendações para retomada das aulas presenciais, de acordo com as orientações da Área Pedagógica do Sistema Positivo de Ensino

O ano de 2020 já pode ser considerado o mais desafiador da carreira de muitos gestores escolares, não é mesmo? E depois de se preparar em tempo recorde para adaptar o planejamento previsto para o ensino remoto, agora estamos nos aproximando de um novo momento: o retorno às aulas.

Por isso, neste post, preparamos um miniguia com tudo o que você precisa ter em mente na hora de botar o seu plano no papel. Estamos falando de orientações em relação a protocolos de segurança, recomendações pedagógicas e até boas práticas de comunicação. Então, vamos lá?

Antes do retorno das aulas

Cada instituição de ensino vive uma realidade, em reação de diversas particularidades que vão da sua localização ao seu modelo de ensino. Portanto, a primeira coisa que o gestor deve levar em conta neste processo de retomada é uma análise completa de como a escola está preparada para este momento.

É com base nesse levantamento que será possível saber aspectos como:

  • Adaptações necessárias dos ambientes escolares às normas de segurança;
  • Capacidade de atendimento seguindo os protocolos;
  • Alinhamentos sobre a progressividade do retorno às aulas;
  • Dimensionamento das alternativas de rodízio dos estudantes;
  • Revisões diagnósticas necessárias;
  • Possíveis estratégias de ensino híbrido;
  • Mudanças necessárias do calendário escolar.

Recomendações de segurança

Criar um ambiente seguro para o retorno das aulas presenciais será pré-requisito para todas as medidas que devem ser tomadas. O objetivo principal é evitar aglomerações nas dependências escolares, além de proporcionar padrões de higiene nas áreas comuns.

Por isso, é importantíssimo também que o gestor escolar se muna com o maior número possível de informações sobre a Covid-19 e se mantenha atualizado sobre a doença. Assim, fica mais “simples” saber com o que se está lidando.

É com base nisto também que a escola pode se preparar para criar estratégias de distanciamento e proteção. Isso significa estabelecer um protocolo rigoroso dos processos que envolvam interação entre a comunidade escolar, pois até o menor dos contatos tem potencial contaminante.

Este plano precisa ainda levar em conta as diversas faixa etárias de alunos, pois, afinal, cada uma apresenta necessidades pedagógicas e preventivas diferentes. É recomendado que alunos e funcionários em grupos considerados de risco também recebam a atenção devida da escola. Depois disso, a gestão terá as bases necessárias para determinar os arranjos necessários nos horários de entrada, intervalo e saída, além das adaptações necessárias na estrutura da instituição.

Para finalizar esta parte, é importante lembrar que será necessário estabelecer um regulamento de controle epidemiológico, bem como os procedimentos necessários em caso de infecção de algum membro da comunidade escolar.

Recomendações pedagógicas gerais

Por mais que ainda não se tenha uma data prevista para o retorno às aulas presenciais, preparar-se do ponto de vista pedagógico garantirá que a escola cumpra com as orientações do Conselho Nacional de Educação (CNE) e dos Conselhos Estaduais de Educação.

Já é praticamente certo que a retomada será gradativa, começando com 25% da capacidade e, aos poucos, ir subindo esse número para 50%, 75% e 100%. Para lidar com esse cenário, recomenda-se a proposta do ensino híbrido para garantir que a instituição cumpra as 800 horas previstas para o ano letivo.

Outra alternativa é a utilização dos sábados e feriado, além do não encerramento do ano letivo junto com o ano civil, conforme as diretrizes da CNE. Também devem ser consideradas as atividades remotas promovidas pela escola no período de isolamento. Em um outro texto aqui do blog de Gestão, já passamos algumas dicas de como readequar o calendário escolar 2020. Acesse e confira.

Por fim, é crucial que sejam realizadas avaliações diagnósticas para identificar os diferentes níveis de aprendizagem dos estudantes. A partir desse levantamento de dados, a instituição de ensino deve elaborar e implantar programas de atividades recursivas (diferenciação e recuperação das aprendizagens), com foco em habilidades e competências, para que se garanta a recuperação das aprendizagens e o monitoramento do processo pedagógico. Lembrando que o mais importante é a manutenção das atividades pedagógicas que têm foco nas aprendizagens essenciais previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola.

Comunicação e trabalho socioemocional

Recomenda-se um cuidado especial em relação à saúde emocional, tanto da equipe escolar quanto dos alunos. Se possível, consolide processos de comunicação efetiva e frequente com as famílias, para garantir o apoio pedagógico e emocional, assim como a acolhida solidária a todos que necessitarem. Este processo pode ser feito de forma individual para cada família ou coletivamente.

E para que toda comunidade escolar se sinta amparada durante esta etapa de retorno das aulas, lembre-se de divulgar com clareza o novo Calendário Escolar, bem como o Plano de Contingência para a retomada. Elabore materiais gráficos para comunicar medidas de prevenção, cuidado pessoal, distanciamento social, além de limpeza e a desinfecção dos ambientes, dos materiais e dos utensílios.

Uma boa comunicação é a chave para engajar toda a comunidade educativa na adesão ao novo cronograma e às medidas previstas para mitigar riscos e restabelecer uma volta tranquila, e colaborativa, à normalidade na instituição.

Esperamos que com esse breve guia possamos ajudá-lo a dar os primeiros passos para que sua escola possa retomar as aulas de forma segura e responsável. Aqui em nosso blog você pode conferir outros textos com dicas de como agir nesta pandemia. Para saber das novidades do Sistema Positivo de Ensino, acompanhe nossas páginas no Instagram, no Facebook e no YouTube, além do portal do SPE com Você.

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