Gestão Escolar
Postado em: 26/06/2020

Volta às aulas pós-pandemia: como se planejar

Apesar de ainda não ter uma data definida, a volta às aulas após o período de pandemia já é tema de conversas entre os educadores. O assunto vem sempre acompanhado de muitas dúvidas, pois ainda não existem muitas certezas sobre como será o ensino daqui em diante.

Por ora, a medida mais concreta do governo brasileiro foi a publicação da Medida Provisória (MP) nº 934/2020, que dispensa a obrigatoriedade do cumprimento dos 200 dias letivos, mas manteve a obrigatoriedade da carga horária mínima de 800 horas. Além disso, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou as diretrizes para orientar escolas durante a pandemia. O parecer recomenda, entre outras coisas, o uso de atividades não presenciais durante o período da pandemia, que poderão ser computadas para cumprimento de carga horária, de acordo com deliberação de cada estado.

Também neste mesmo documento, a CNE recomenda a reposição de aulas presenciais, a partir da utilização das seguintes ações:

  • utilização de períodos não previstos como recesso escolar do meio do ano, de sábados, e a reprogramação de períodos de férias;
  • ampliação da jornada escolar diária por meio de acréscimo de horas em um turno ou utilização do contraturno para atividades escolares

Contudo, ainda restam muitas dúvidas sobre como deve ser o retorno às aulas. Quais são os cuidados sanitários que as escolas devem tomar? Como retomar o currículo? Por isso, neste post vamos dar algumas dicas de como as escolas podem se preparar para este momento.

5 Dicas de como preparar a volta às aulas após a quarentena

1. Considere as deliberações das autoridades locais

Antes de tomar qualquer decisão, consulte as autoridades municipais e estaduais. Embora a liberação do retorno às aulas presenciais ainda não tenha uma previsão segura, é importante, por exemplo, ter uma data para organizar e direcionar as ações organizacionais e pedagógicas necessárias para a retomada das atividades na escola.

Trabalhar com base nas estimativas e regulamentações locais vai garantir que a instituição possa se preparar com antecedência, evitando surpresas de última hora.

Vale lembrar também que, por mais que as diretrizes do CNE tenham validade em todo o país, a implementação delas está sujeita à autorização dos conselhos locais.

2. Prepare-se para manter as aulas remotas

Já é praticamente um consenso que o ensino a distância sairá muito forte depois da pandemia. Mas neste retorno das atividades escolares presenciais, recursos como a videoaula serão mais que uma tendência a ser otimizada e implementada, serão uma ferramenta fundamental na reposição plena das aulas.

Portanto, se a sua escola ainda não tinha uma gestão padronizada das aulas a distância, comece a se adequar o quanto antes. Registre tudo o que foi planejado e ministrado aos alunos, com o controle de carga horária e garantia dos conteúdos. Elabore também um comparativo do planejamento anual, do que foi trabalhado e das pendências.

Desse modo, a instituição terá, além de um sistema de monitoramento das atividades, um diagnóstico preciso da carga horária a ser reposta, considerando o que foi contratado e levando em consideração o mínimo de 800 horas/ano.

3. Elabore um planejamento de reposição das aulas

Durante a quarentena, as escolas precisaram aprender boas práticas ao mesmo tempo que as executava, mas agora é diferente. É essencial estruturar as medidas que serão tomadas, não só para cumprir carga horária obrigatória de aulas, mas também para garantir a aprendizagem. Para isso, a instituição deve seguir os seguintes passos:

Fazer testes de nivelamento

Se na sala de aula alguns alunos têm mais dificuldades do que outros, imagine nesse cenário pelo qual estamos passando. Portanto, é fundamental organizar avaliações para determinar a eficácia das atividades remotas e apurar a defasagem, ou não, de cada estudante durante o isolamento social.

Ter um plano de recuperação

Com base no diagnóstico fornecido pelos testes de nivelamento, trace um plano de recuperação para os alunos que apresentaram mais dificuldades. O objetivo deve ser elaborar ações que restabeleçam uma equiparação na turma.

Repense o planejamento anual

Cada minuto será precioso na volta às aulas, por isso reveja a execução das atividades previstas para o restante do ano, principalmente àquelas extraclasse, como festas e apresentações dos alunos. Sabemos que são eventos aguardados, mas, diante do momento, a priorização das atividades em detrimento de situações que causam aglomerações não deve causar muitos transtornos.

Estruture planos e estratégias de reposição

Sabendo as datas em que as aulas serão realizadas, elabore um plano de aulas especificando como e quando cada conteúdo será recuperado. Nas atividades presenciais, priorize os temas indispensáveis para a sequência do ano letivo seguinte. Os assuntos secundários podem ser alocados em projetos, atividades remotas, pesquisas diversas, entre outros. Defina também aspectos como: os dias reservados para a reposição, a duração das aulas, o espaço físico onde acontecerão e que recursos precisarão ficar à disposição.

4. Prepare medidas de saneamento e higiene

Sem dúvidas, o mundo não será o mesmo após a pandemia. Já se convencionou dizer que passaremos a viver um “novo normal” quando tudo isso passar. Então, não é novidade para ninguém que os gestores precisam preparar o ambiente escolar para atender a todas as medidas de saneamento, recomendadas pelos órgãos oficiais da saúde.

As instituições provavelmente terão que disponibilizar materiais, como álcool em gel e máscaras para todos, além de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os funcionários. É importante também criar treinamentos para que toda a equipe esteja preparada para lidar com os procedimentos e protocolos com relação à Covid-19.

Por fim, esteja preparado para lidar com cenários de volta às aulas parcial, com escalas por turmas ou alunos.

5. Tenha um plano de comunicação para a volta das aulas

Assim como em todo o período de isolamento, a transparência continua sendo um fator importantíssimo. Comunique com clareza para pais, alunos e funcionários cada medida, plano e protocolos traçados para o retorno das atividades.

Estreite ainda mais a relação com as famílias e desenvolva campanhas nos canais de comunicação das escolas com orientações gerais. Mantenha também um canal para tirar dúvidas. Lembre-se também de manter um diálogo motivador, que passe confiança a todos no enfrentamento a esta crise.

Lembrando que os gestores das escolas conveniadas têm acesso exclusivo a uma série de webinars discutindo o retorno das atividades escolares, na área restrita do site. Caso queira que a sua instituição de ensino também receba este tipo de suporte, saiba mais sobre o Sistema Positivo de Ensino.

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